O mercado físico brasileiro do boi gordo registrou uma semana de preços inalterados na compra. De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a dinâmica do mercado aponta para escalas de abate mais alongadas para os frigoríficos de maior porte e mais curtas para as indústrias menores.
Nas exportações de carne, o desempenho sinaliza enfraquecimento, considerando a menor participação da China no mercado no decorrer do terceiro trimestre.
“No cenário doméstico, a demanda permanece enfraquecida na segunda quinzena de agosto, algo natural para o período”, afirma.
O que esperar de setembro?
Para setembro, diversos indícios apontam para um mercado pecuário de altas consistentes na arroba do boi gordo.
O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, aponta que os frigoríficos estarão concentrados na compra de bovinos jovens para abate, principalmente na segunda quinzena do mês, já pensando em garantir estoque para atender a cota de 2027 de exportação à China.
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“Ao verificar o contexto de estação de monta e oferta de bovinos, os meses de setembro a dezembro, geralmente, têm menor participação de fêmeas nos abates em comparação aos bimestres anteriores, ou seja, é outro ponto que deve pesar em precificação, visto que a menor oferta deve fazer a demanda se recuperar no setor exportador”, contextualiza.
