O candidato à presidência Flávio Bolsonaro disse em transmissão em suas redes sociais que, caso seja eleito, atuará para que o percentual da mistura obrigatória do etanol à gasolina seja rediscutido.
O político comparou o aumento recente de 32% de biocombustível à fonte fóssil a uma “reduflação”, argumentando que o consumidor pagaria o mesmo preço pelo item, mas levaria menos “produto” no tanque.
O comentário foi rebatido em nota por entidades do setor. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a Bioenergia Brasil, a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), a União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) divulgaram nota em que repudiam a declaração.
“A afirmação desinforma o consumidor e desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob governos de todas as orientações, do Proálcool ao RenovaBio e à Lei do Combustível do Futuro”, diz o texto.
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De acordo com as entidades, surpreende que a crítica parta de quem participou da decisão. “A Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com a anuência do próprio senador [Flávio Bolsonoro]”, destacam.
