A ubarana, peixe antes sem valorização comercial entre pescadores e pescadoras de Magé, na Baixada Fluminense, passou a gerar renda para mulheres da pesca artesanal por meio da Cozinha das Caranguejeiras. A iniciativa funciona na sede da Associação de Caranguejeiros e Amigos dos Mangue de Magé (ACAMM) e transformou o pescado em pratos comercializados para a comunidade, visitantes, grupos de turistas, pesquisadores, empresas e por encomendas.
Na Cozinha das Caranguejeiras, a ubarana é usada no preparo de estrogonofe, escondidinho, almôndegas, bolinhos, coxinhas, croquetes, quibes e risoles. O processamento da carne do peixe é feito com uma técnica baseada em saberes tradicionais transmitidos entre gerações, o que permitiu agregar valor a um pescado que era usado principalmente para consumo local.
Segundo Márcia Regina, auxiliar geral da Cozinha, secretária da ACAMM e pescadora aposentada, os pratos feitos com ubarana ajudam 15 famílias. Atualmente, 15 mulheres atuam diretamente na Cozinha e nas atividades da associação em sistema de rodízio, com recebimento de percentual sobre as vendas. Ao todo, 24 famílias também são atendidas pela estrutura da entidade.
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A Cozinha conquistou um endereço físico provisório em 2021, após aprovação em edital do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).
