A restauração do takhi, cavalo selvagem símbolo da Mongólia, passou a integrar o debate sobre conservação da terra no país durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar. No Parque Nacional Hustai, 354 animais vivem em liberdade após um processo de reintrodução iniciado em 1992.
Conhecido internacionalmente como cavalo-de-Przewalski, o takhi chegou a ser declarado extinto na natureza depois do último avistamento na Mongólia, em 1968. A espécie sobreviveu por meio de descendentes mantidos fora de seu habitat original e voltou ao país a partir de um programa de reprodução e reintrodução conduzido por pesquisadores e conservacionistas.
Em 5 de junho de 1992, 15 cavalos chegaram à Mongólia para iniciar o processo em Hustai. Até 2000, cinco operações de transporte levaram 84 animais ao país. Antes da soltura definitiva, os cavalos passaram por adaptação em áreas cercadas. Segundo o diretor do parque, Dashpurev Tserendeleg, essa etapa foi necessária porque os animais vinham de regiões com clima mais ameno e precisavam readquirir condições de sobrevivência no ambiente local.
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A população se expandiu e hoje o país reúne cerca de 800 takhis em três populações reintroduzidas, mais de 300 delas em Hustai.
