O primeiro grande julgamento contra a empresa Meta por danos à saúde mental de crianças e adolescentes causados pelo vício em redes sociais, está em curso nos Estados Unidos. A ação, considerada histórica, envolve 29 estados americanos e tem como alvo o Facebook e o Instagram, plataformas pertencentes à companhia.
Isenção tributária beneficia plataformas de fora, diz diretor da ABVTEX
Juros menores reduzem endividamento, diz CEO da ABBC
Crédito facilitado ainda impulsiona viagens, diz FecomercioSP
A Meta, por sua vez, nega as acusações e afirma que as provas apresentadas pela parte contrária não se sustentam. O julgamento pode se estender por até seis semanas, e Mark Zuckerberg está previsto para depor ao longo do processo.
O especialista em tecnologia e inovação, Arthur Igreja, destacou a dimensão inédita do caso. “Costumo dizer que a conta chegou”, e também disse que as redes sociais possuem mecanismos deliberados para gerar dependência.
Segundo ele, o julgamento é amplamente comparado ao processo movido contra a indústria do tabaco nos anos 1990, que resultou em mudanças estruturais profundas naquele setor.
Igreja ainda ressaltou o caráter bipartidário da ação, pois, em um momento que os Estados Unidos passa por uma intensa polarização política, democratas e republicanos estão lado a lado nas acusações, com quatro estados liderando o processo.
Os quatro mecanismos de vício
Durante a primeira semana de julgamento, a acusação apresentou o que denomina de “4Hs”.
