A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis a sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, que chega ao resultado dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho.
Se comprovado o potencial da bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco bacias da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios na região garantam pelo menor mais 40 anos de produção, segundo o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer.
“Eu vi o início da bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor”, avaliou Victer.
Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo encontrado agora será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes), para avaliar a qualidade e o potencial do poço. “Vamos aguardar as análises. que serão feitas no Cenpes sobre o óleo”, disse Sylvia à Broadcast nesta segunda-feira.
A Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar a repor reservas de petróleo a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar.
