Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) concluíram na sexta-feira (21) a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de outubro. A análise começou na quinta (20), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
A inspeção faz parte do Ciclo de Transparência Democrática da Justiça Eleitoral e é uma das etapas de fiscalização dos sistemas que serão usados no processo eleitoral. Durante o trabalho, a equipe da CGU analisou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação de votos e os softwares utilizados na preparação, transmissão e totalização dos resultados.
O acesso aos códigos-fonte permite que instituições autorizadas pela legislação eleitoral acompanhem como os sistemas foram desenvolvidos e programados. A abertura dos códigos é prevista desde 2002 e, a partir de 2021, o período disponível para fiscalização passou de seis meses para um ano antes das eleições.
Segundo o TSE, o acesso aos códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026 foi aberto em outubro de 2025. As instituições fiscalizadoras podem realizar inspeções até setembro deste ano, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Nessa etapa, os programas são finalizados para serem utilizados nas eleições.
A inspeção da CGU foi acompanhada por Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE.
