Na visão dos críticos, o presidente dos EUA, Donald Trump, está fracassando na política externa.
Mas ele continua tentando jogadas ousadas.
O memorando de entendimento com o Irã, há muito rompido, chegou ao fim do prazo de 60 dias na segunda-feira (17). Em vez de celebrar um acordo nuclear que poderia ter justificado sua guerra, Trump desabafou sua frustração punindo alguns aliados dos EUA e reacendendo sua relação com líder o norte-coreano Kim Jong-un.
No domingo (16), Trump anunciou que os EUA reduziriam os exercícios militares com a Coreia do Sul, aliada de Washington desde a década de 1950, citando os custos, a recusa de Seul em participar de uma guerra contra o Irã e o desejo de não irritar Kim.
Na segunda-feira, Trump ameaçou bombardear Omã, aparentemente por o país negociar com o Irã a liberação do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, algo que também era uma exigência do memorando de entendimento, outrora aclamado por Trump como o maior acordo de paz do Oriente Médio de todos os tempos.
Mais uma vez, Trump parecia estar virando de cabeça para baixo, deliberadamente, tudo o que o mundo pensava saber sobre o poder americano e os valores de sua política externa.
“Não entendo essa aproximação com Kim Jong-un”, disse o almirante aposentado da Marinha dos EUA, James Stavridis, a Kasie Hunt, da CNN.
“Não entendo a ameaça de bombardear Omã. São ações exatamente opostas ao que deveríamos estar fazendo agora”, afirmou.
