Os ataques em “password spraying” (pulverização de senhas) registraram um salto de 155 vezes no primeiro semestre de 2026 em comparação com períodos anteriores - um aumento de 15.400%. O alerta parte de uma análise divulgada no dia 30 de junho e atualizada nos dois meses seguintes pela empresa de segurança cibernética Huntress Labs. O levantamento identificou uma tática articulada por invasores para contornar barreiras tradicionais e acessar redes corporativas sem acionar os alarmes usuais de segurança.
A pulverização de senhas funciona sob a tática do “baixo e devagar”, ao contrário do método clássico usado por cibercriminosos, no qual um robô tenta milhares de combinações contra uma única conta até travá-la. O invasor reúne uma lista de nomes de funcionários e testa poucas senhas comuns, como “123456”, combinações com o nome da firma ou termos sazonais inspirados nas estações do ano. Como a tentativa ocorre de forma espaçada e distribuída por vários logins, o sistema de defesa não identifica um ataque concentrado e deixa a porta aberta.
O principal motor desse crescimento foi uma campanha voltada ao Azure CLI, um painel em modo texto que equipes de tecnologia usam para administrar serviços e servidores na nuvem da Microsoft. Em um intervalo de menos de duas semanas, entre 12 e 26 de junho, os analistas da Huntress mapearam mais de 81 milhões de tentativas de conexão ligadas ao grupo, com 78 contas corporativas violadas em 64 empresas.
