A safra de café da Colômbia escapou do impacto de um forte terremoto que atingiu regiões agrícolas em toda a parte ocidental do país, afirmou o presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores à Reuters em entrevista na quinta-feira.
Apesar dos danos generalizados causados pelo terremoto de magnitude 7,4, os cafeicultores consideram as condições climáticas severas de um ano de El Niño como a maior ameaça, disse o chefe da federação, German Bahamon.
“A produção em si não foi afetada pelo terremoto. É muito provável que a produção seja afetada pelo fenômeno El Niño”, disse Bahamon em entrevista.
O El Niño é um aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico oriental, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. Analistas globais afirmam que o padrão climático do El Niño está se intensificando e pode se transformar em um evento muito forte no final deste ano e no início de 2027, elevando as temperaturas, alterando os padrões de chuva e representando riscos para as safras em todo o mundo.
A federação espera que a produção deste ano caia 8%, para 12,5 milhões de sacas de 60 quilos, ante 13,7 milhões de sacas em 2025, devido às chuvas intensas no começo do ano e ao início do El Niño.
O terremoto ocorrido na Colômbia em 10 de agosto matou 319 pessoas e causou danos à infraestrutura em províncias responsáveis por cerca de um terço da safra do país.
