Pesquisadores do programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) da USP, em Piracicaba, avaliaram o efeito no solo da aplicação de um fertilizante mineral associado a um aditivo biológico. Os experimentos mostraram que o tratamento melhora o desenvolvimento das plantas, especialmente em solo sob rotação de culturas, com incrementos na altura, na biomassa e nos teores de fósforo e enxofre, favorecendo também atributos biológicos do solo, como a atividade microbiana.
Desenvolvido pela bióloga Paloma Barros Dias, com orientação do professor Fernando Dini Andreote, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq, o estudo considera a necessidade de desenvolver estratégias agrícolas mais sustentáveis frente aos desafios globais relacionados à produção de alimentos e à conservação ambiental. “Embora os fertilizantes minerais sejam fundamentais para a produtividade agrícola, seu uso intensivo pode impactar negativamente a biodiversidade microbiana e comprometer funções ecológicas essenciais do solo, como decomposição de matéria orgânica, supressão de patógenos e fixação biológica de nitrogênio”, afirma a pesquisadora.
