Começou a suruba quadrienal brasileira e, pelo visto, já está liberado brigar com parentes e vizinhos por causa de Lula e Bolsonaro. Estava com saudades, confesso. Nas últimas três eleições, fiquei conhecido por analisar a política do nosso país com opiniões ácidas, a partir de uma visão conservadora, em textos publicados na Gazeta do Povo, na Jovem Pan, no Instituto Liberal etc. Não foram poucas as pessoas que passaram a me seguir. Talvez por isso, muitos me perguntem por que não estou escrevendo sobre política em minhas colunas e nas redes sociais. Por que não estou usando o espaço que a Oeste me oferece para conscientizar o eleitorado e defender os candidatos conservadores? Será que debandei?
Bem, para começar, isso não é totalmente verdade. Vez ou outra, falo de política por aqui. A crítica, contudo, não é de todo infundada, devo admitir. A resposta é relativamente simples.
Antes de apresentá-la, preciso passear pelas opções que a esquerda brasileira gentilmente nos oferece neste ano. Há o rapper e historiador Hertz Dias (PSTU), que quer estatizar todo o sistema bancário e expropriar os bens dos ricos; a dentista Samara Martins (UP), cujas propostas de governo incluem “estatização do transporte público”, “controle estatal do preço dos alimentos” e “socialização de todas as grandes empresas”; e o veterinário Wilson Grassi (Democrata), que pretende levar ao SUS o inadiável projeto “Meu Botox, Minha Vida”.
