Quatro em cada 10 mulheres brasileiras (42%) já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online. Desse total, 20% apostam atualmente, com frequências variadas, e 22% já apostaram, mas deixaram de jogar.
Entre as 58% que nunca apostaram, 12% dizem ser afetadas por parentes ou amigos que apostam. Somadas, 54% das mulheres brasileiras sentem diretamente os efeitos das bets, seja como apostadoras ou por causa de pessoas próximas que jogam.
Os dados são da pesquisa Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzida pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia, e divulgada na 2ª feira (17.ago.2026).
A fundadora e diretora do estúdio Clarice, Beatriz Della Costa, afirma que o levantamento é o 1º sobre o impacto das bets a analisar não só a perspectiva de quem aposta, mas também de quem é afetado por apostadores.
“O impacto das bets vai muito além da crise financeira e afeta as estruturas familiares. Essa análise mostra que é possível pensar não apenas na contenção da crise, mas na prevenção da mesma”, afirmou.
PERFIL DAS APOSTADORAS
O levantamento mostra que mulheres com filhos apostam cerca de 1,6 vez mais do que aquelas sem filhos. Entre as apostadoras, 72% têm filhos.
No recorte racial, 45% das mulheres que se declararam pardas afirmaram que apostam ou já apostaram. O percentual é de 39% entre as brancas e de 37% entre as pretas.
