A ordem do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul reacendeu uma das questões mais controversas de seu primeiro mandato, ressaltando como sua abordagem focada em acordos continua a testar a aliança de mais de 70 anos.
A seguir, uma análise de como as relações entre EUA e Coreia do Sul evoluíram sob o governo Trump.
Como a política de Trump em relação à Coreia do Norte moldou a aliança?
Trump passou de ameaçar a Coreia do Norte com “fogo e fúria” em 2017 a se encontrar com seu líder, Kim Jong-un, em Singapura em 2018, em Hanói em 2019 e na Zona Desmilitarizada ainda naquele ano.
Após a cúpula de Singapura, Trump suspendeu o exercício conjunto Ulchi Freedom Guardian, de agosto de 2018, com a Coreia do Sul, classificando-o como caro e provocativo. Diversos exercícios subsequentes foram cancelados ou reformulados.
As negociações em Hanói fracassaram sem um acordo de desnuclearização, e a Coreia do Norte, subsequentemente, expandiu suas capacidades nucleares e de mísseis. Os aliados retomaram, desde então, exercícios militares de maior escala, que agora abrangem ameaças como drones e ciberataques.
A mais recente ordem executiva de Trump revive sua abordagem do primeiro mandato, sob condições diferentes. A Coreia do Norte expandiu seu arsenal de armas, continua realizando testes de mísseis e desenvolveu laços militares estreitos com a Rússia.
