Quando procurou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos para verificar informações sobre seguro-desemprego, Michael Brown descobriu que tinha uma carreira que nunca viveu.
Na repartição, uma funcionária encontrou registros de empregos simultâneos em diferentes Estados e quis saber se ele realmente trabalhava em todos aqueles lugares. Brown respondeu que havia passado os dois últimos anos na mesma empresa.
Ao receber os papéis, encontrou empresas das quais nunca ouvira falar e Estados onde jamais trabalhara. Diante da quantidade de registros, reagiu com humor. “Sim, claro, posso me teletransportar”, lembrou, durante entrevista ao jornal norte-americano The Wall Street Journal.
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Os documentos mostravam Brown empregado em nove companhias, com cerca de US$ 100 mil em rendimentos jamais recebidos. Descobriu que alguém havia aberto até um plano de aposentadoria em seu nome.
Enquanto o verdadeiro Brown seguia sua vida, outro homem aparecia em reuniões, respondia a recrutadores e trabalhava com programação usando seu nome. Ele era apenas uma das identidades de uma operação responsável por transformar o mercado de trabalho remoto em fonte de renda para a Coreia do Norte.
Durante um ano, o Wall Street Journal investigou uma pequena equipe de trabalhadores de tecnologia ligada à ditadura de Kim Jong-un.
