Um estudo publicado este mês na revista Nature registrou um momento nunca observado diretamente pelos astrônomos: os restos de uma estrela semelhante ao Sol sendo gradualmente dissolvidos e incorporados ao gás interestelar.
O fenômeno ocorre na Nebulosa da Hélice, que fica a cerca de 650 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário.
Em resumo:
Estudo registra restos de estrela sendo dissolvidos no espaço;
Fenômeno ocorre na Nebulosa da Hélice, a 650 anos-luz;
Arcos de gás revelam a erosão gradual desse material;
Restos estelares são incorporados ao meio interestelar;
Processo recicla elementos usados na formação de novas estrelas;
O futuro do Sol deverá seguir ciclo semelhante.
A descoberta ajuda a entender o destino de estrelas como o Sol. Depois de bilhões de anos, esses astros esgotam o hidrogênio disponível em seu núcleo, combustível usado nas reações de fusão nuclear. O núcleo então se contrai, enquanto as camadas externas se expandem e a estrela entra na fase de gigante vermelha.
No fim desse processo, a estrela perde suas camadas externas, que são lançadas ao espaço e formam uma nebulosa planetária. O núcleo que permanece no centro se transforma em uma anã branca, um objeto extremamente denso que já não realiza as mesmas reações de fusão que sustentavam a estrela durante sua vida.
Vestígios de uma estrela se dissolvem no espaço
Na Nebulosa da Hélice, os pesquisadores conseguiram acompanhar uma etapa posterior desse ciclo.
