SÃO LUÍS - Desde a década de 30 até os dias atuais, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vai ter somente a sua sexta mulher na presidência. A primeira, que assumiu o comando da Corte Eleitoral, foi Maria Dulce Clementino que, em 2003, passou menos de um ano na função. Nesta quarta-feira, 29, a desembargadora Francisca Galiza vai ser nomeada presidente do tribunal.
A quantidade de vezes que uma mulher assumiu a chefia de um tribunal da Justiça Eleitoral é representativa da desigualdade de gênero nos espaços de poder, algo que também é muito bem refletido na política brasileira.
Apesar de ter aumentado o número de deputadas e senadoras no Maranhão, por exemplo, a quantidade ainda é pequena em comparação aos homens nos postos de poder. São 13 deputadas estaduais e 29 homens no mandato na Assembleia Legislativa. E em mais de 190 anos de existência, o Poder Legislativo maranhense teve uma mulher na presidência, os demais foram homens somente.
No Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão existe somente uma conselheira entre os sete membros da Corte. No Tribunal de Justiça são seis desembargadoras num universo de 33 cadeiras. No governo do estado, uma mulher somente chegou a principal cadeira do Palácio dos Leões.
