SÃO LUÍS - O descredenciamento de hospitais, clínicas e maternidades por planos de saúde tem causado preocupação entre consumidores em todo o país, principalmente entre pacientes que realizam tratamentos contínuos ou possuem acompanhamento médico de longa duração. A situação, que muitas vezes surpreende os beneficiários no momento em que mais precisam de atendimento, pode gerar insegurança, interrupção de terapias e até riscos à saúde.
De acordo com Ingrid Nunes, advogada especialista em Direito da Saúde, o consumidor deve agir imediatamente ao descobrir que a unidade onde realiza tratamento deixou de atender pelo plano. “O primeiro passo é solicitar formalmente ao plano de saúde informações por escrito sobre o descredenciamento e quais serão os hospitais ou clínicas substitutos disponíveis. A operadora não pode simplesmente retirar um prestador sem garantir continuidade e equivalência no atendimento”, explica.
Segundo a especialista, também é fundamental reunir documentos e provas que possam demonstrar a necessidade da continuidade do tratamento no local anteriormente utilizado.
“O paciente deve guardar prints do aplicativo do plano, negativas de atendimento, mensagens, carteirinha e relatórios médicos. Em muitos casos, principalmente quando existe vínculo terapêutico consolidado, é possível exigir judicialmente a manutenção do atendimento ou até o custeio fora da rede credenciada”, destaca Ingrid Nunes.
