BACABAL - Vídeos gravados após a prisão de Maria Clara, mulher trans suspeita de tentativa de homicídio em Bacabal, a 240 km de São Luís, viralizaram nas redes sociais nos últimos dias. Nas gravações, ela afirma ter atacado um homem com golpes de facão após a mãe dela ter sido agredida e ameaçada por um casal. As declarações também foram utilizadas pela Justiça como um dos fundamentos para converter a prisão em flagrante em preventiva.
Em uma das entrevistas, Maria Clara afirmou que não se arrepende do crime. “Não, eu não tô arrependido, não. Eu arrependi porque eu não matei. Se eu tivesse matado, ia ficar melhor”, disse.
Nas gravações, ela também declarou que pretende matar o casal caso deixe a prisão, alegando que eles teriam denunciado à polícia um ponto de venda de drogas que seria ligado a ela.
Justiça cita vídeos para manter prisão preventiva
Maria Clara foi presa na noite de sábado (25). Na segunda-feira (27), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Na decisão, o juiz João Bruno Farias Madeira destacou que as declarações registradas em áudio e vídeo demonstram risco à integridade física das vítimas caso a suspeita fosse colocada em liberdade.
