O estado do Tennessee (EUA) iniciou nesta terça-feira (28) um processo contra a Meta em um tribunal de Nashville sob a alegação de que a empresa ignorou pesquisas internas sobre impactos negativos do Instagram na saúde mental de adolescentes.
Segundo os representantes do estado, documentos produzidos pela própria companhia indicavam preocupações com o uso compulsivo da plataforma por jovens, mas recursos como rolagem infinita, notificações e reprodução automática teriam permanecido ativos para ampliar o tempo de permanência dos usuários.
A Meta contestou as acusações e afirmou que suas próprias investigações demonstram uma tentativa contínua de identificar riscos e desenvolver ferramentas de proteção. A empresa defende que a segurança de adolescentes no ambiente digital depende de uma atuação conjunta entre plataformas, famílias e educadores.
Disputa judicial coloca pesquisas internas da Meta no centro do debate sobre redes sociais
Durante a abertura do julgamento, os advogados do Tennessee sustentaram que estudos conduzidos pela Meta apontavam uma relação entre o uso intenso do Instagram e problemas enfrentados por adolescentes, incluindo transtornos alimentares, depressão e casos de autolesão.
A acusação afirmou ao júri que a empresa tinha conhecimento de possíveis consequências de determinadas funcionalidades do aplicativo, mas optou por mantê-las porque elas favoreciam maior engajamento e, consequentemente, mais visualizações de anúncios.
