No último dia 3 de julho, durante a Copa do Mundo, Virgínia Fonseca publicou nos stories do Instagram uma aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina. A publicação, feita para seus então 56,7 milhões de seguidores, não indicava de forma clara que se tratava de publicidade, segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Horas após a publicação, a Argentina venceu a partida por 3 a 2.
Dias depois, o “post” virou o eixo de uma ação civil pública de R$ 120 milhões movida pelo MPDFT contra a influenciadora e a operadora da plataforma de apostas Blaze. A petição tem 50 páginas e dedica um capítulo inteiro à conduta.
O trecho que descreve o episódio é direto: a forma de apresentação da mensagem, escreve o promotor, “simulava comunicação pessoal espontânea”, embora a publicação tivesse sido feita na plataforma com a qual ela mantém contrato. Com a vitória do time de Lionel Messi, o MP afirma que consumidores que reproduziram a aposta mostrada pela influenciadora perderam integralmente os valores apostados.
Por que justamente Cabo Verde?
O Ministério Público sustenta que a escolha do jogo não foi acidental. De acordo com o órgão, uma vitória de Cabo Verde sobre a Argentina era resultado improvável, e apostas assim atraem mais telespectadores justamente por pagarem mais.
