Ensinar crianças e adolescentes a lidar com o dinheiro vai muito além de explicar como funciona um investimento.
Por isso, desenvolver hábitos como planejamento, paciência e consciência sobre escolhas financeiras desde cedo pode fazer diferença na forma como os jovens administrarão o patrimônio ao longo da vida.
Para Thiago Godoy, educador financeiro e apresentador da Resenha do Dinheiro, não existe uma idade única para começar esse aprendizado, mas a educação financeira pode ser introduzida ainda na primeira infância, mesmo antes de a criança compreender conceitos matemáticos.
“A partir dos três anos já é possível trabalhar ideias simples, como aprender a esperar, fazer escolhas e entender que não é possível comprar tudo ao mesmo tempo. A criança absorve muito mais os hábitos e o diálogo dos pais do que conceitos financeiros propriamente ditos”, explica.
À medida que a criança cresce, entre seis e sete anos, por exemplo, ela já consegue lidar com pequenas quantias de dinheiro, comparar preços e participar de metas financeiras simples.
Na pré-adolescência, é possível introduzir conceitos como orçamento, inflação e juros, sempre respeitando o estágio de desenvolvimento de cada idade.
Uma ferramenta que pode ajudar nesse processo é o cofrinho transparente. Diferentemente do modelo fechado, ele permite que a criança acompanhe visualmente o dinheiro aumentando ao longo do tempo.
“O cofrinho transparente torna o progresso visível e tangível.
