Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28). O sismo causou o desabamento de prédios, incêndios e deixou cerca de 40 mil residências sem energia elétrica, além de interromper a operação de trens-bala e fábricas de tecnologia como a TSMC.
O evento é mais uma manifestação da intensa atividade geológica do Anel de Fogo do Pacífico, região que concentra a maior parte dos desastres naturais do mundo.
O que é o Anel de Fogo do Pacífico
O Anel de Fogo é uma área em formato de ferradura com cerca de 40 mil km de extensão que circunda o Oceano Pacífico. A região coincide com as extremidades de algumas das maiores placas tectônicas do planeta, onde o atrito constante entre elas gera instabilidade permanente.
Nesta zona, encontram-se mais de 450 vulcões, o que representa cerca de 75% dos vulcões ativos e latentes do mundo. Devido a essa configuração, o Anel de Fogo é responsável por aproximadamente 90% dos terremotos registrados globalmente ao longo da história.
A alta frequência de sismos no Japão, onde um tremor é registrado a cada cinco minutos, deve-se às zonas de subducção. Nesse processo, placas oceânicas mais densas mergulham sob as placas continentais, acumulando pressão que é liberada em forma de energia sísmica.
Embora o país ocupe uma área pequena, ele responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou superior registrados anualmente em todo o mundo.
