Um pesquisador no programa de pós-graduação da USP (Universidade de São Paulo) foi condenado a 12 anos de prisão, em regime inicial fechado, por estupro de vulnerável que levou à morte de uma estudante da universidade. O julgamento ocorreu na 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Segundo a decisão, a vítima morreu por causa de uma infecção generalizada após ser estuprada pelo réu nas dependências do ambiente universitário.
As evidências mostraram que os dois se conheceram no refeitório da USP e o pesquisador teria convidado a estudante para ir à sua casa, localizada no Crusp (Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo), que é o alojamento estudantil da Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira, sediada no Butantã, na zona Oeste de São Paulo.
A jovem teria perdido a consciência e acordado sem as roupas íntimas, com lesões na região genital. A vítima contou para amigos que ingeriu uma bebida de gosto estranho antes de desmaiar, além de ter apresentado febre e sinais de infecção.
O quadro de saúde da universitária evoluiu para septicemia, quando há uma infecção generalizada no corpo, momento em que ela não resistiu e morreu.
A CNN Brasil solicitou posicionamento da USP, mas não obteve respostas até o momento. O espaço está aberto.
Em primeira instância, o réu havia sido absolvido por insuficiência de provas, por não haver o testemunho da vítima.
