O ChatGPT passou a recusar comandos diretos que solicitam a geração de textos baseados no estilo de escrita de autores consagrados, segundo apurações dos veículos Ars Technica e Engadget. A alteração no comportamento do modelo atinge pedidos envolvendo tanto escritores vivos quanto falecidos, em uma manobra que visa blindar a OpenAI contra novas disputas jurídicas sobre direitos autorais.
Ao ser provocado com instruções para criar trechos no estilo de nomes como Stephen King, J.K. Rowling, Charles Dickens ou Agatha Christie, o chatbot emite uma recusa padrão. Em vez de entregar a mímica direta, a ferramenta se oferece para gerar um texto original que capture apenas as características gerais do autor, sem reproduzir fielmente sua assinatura literária.
A mudança no filtro coincide com o avanço de diversos processos judiciais movidos por grupos de escritores e corporações de mídia contra a OpenAI. As ações alegam uso não autorizado de obras protegidas por direitos autorais no treinamento dos modelos de linguagem. Uma das acusações enfatiza justamente a capacidade de o ChatGPT gerar textos demasiadamente similares a materiais sob copyright.Clique aqui para ler mais
