Veículos de imprensa da Argentina trataram a tensão entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) como uma das mais graves crises das últimas décadas. A mídia argentina mencionou que, apesar disso, os interesses econômicos e institucionais dos 2 países tornam improvável uma ruptura.
Os textos variam de críticas à “diplomacia de facção” do presidente argentino à classificação de sua viagem ao Brasil como “extremamente grotesca”. Lembram da relação comercial entre as duas nações, que superou os US$ 31 bilhões em 2025.
Milei foi a São Paulo no sábado (25.jul.2026) para participar da convenção do Partido Liberal que lançou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Sem encontro oficial com Lula, Milei chamou o brasileiro de “corrupto”, “ladrão” e “presidiário”. Também insultou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que havia impedido uma visita do argentino a Jair Bolsonaro (PL), que foi chamado de “melhor amigo” pelo argentino.
O Itamaraty convocou o embaixador argentino em Brasília para cobrar explicações. O chanceler Mauro Vieira também chamou para consultas o representante brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, medida diplomática que sinaliza a gravidade atribuída pelo governo brasileiro ao episódio.
O Clarín, o La Nación e o Página 12 repercutiram o vídeo em que Lula respondeu com ironia aos insultos de Milei.
