A campanha de Renan Santos (Missão), aposta no período de debates na televisão aberta, a partir de agosto, para vencer o desconhecimento e conquistar os eleitores que rejeitam a polarização protagonizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Presidente do Missão e coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan tem se colocado na disputa eleitoral como um “outsider” da política e um candidato antissistema - o anti-establishment. Ele mira o eleitor que atualmente está desengajado e rejeita Flávio e Lula.
Números de pesquisas eleitorais recentes animaram a equipe de campanha, que vê o desconhecimento de Renan e do próprio partido como maior barreira.
O crescimento registrado em pesquisas é visto pela campanha de Renan como um indicativo de que ele não será ignorado na participação em debates eleitorais. A assessoria do Missão participou das reuniões com emissoras e aguarda os convites formais, que devem ser feitos às campanhas nos dias que antecedem cada debate.
“Não há ato mais importante para uma democracia do que a participação nos presidenciais no debate”, afirmou Renan em vídeo divulgado na sexta-feira (24).
Na gravação, ele respondeu ao ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, que afirmou em entrevista à CNN que os debates serviriam para “o menino do MBL fazer corte para rede social”.
