Nos últimos três anos, praticar exercícios deixou de ser hábito de poucos para virar rotina da maioria dos brasileiros. Um estudo recente da Brain Inteligência Estratégica mostra que a prática regular de atividade física saltou de 37%, em 2023, para 56%, em 2026.
E não foi só mais gente fazendo exercício. Mudou também a forma como as pessoas se exercitam. Se antes a meta era se exercitar todos os dias, o padrão ficou mais realista: 3 a 5 vezes por semana, ou seja, uma rotina menos rígida, porém mais viável de se manter no longo prazo.
Segundo a empresa de pesquisa e consultoria, o crescimento mais expressivo ocorreu entre a Geração X, de 45 a 60 anos: a prática regular passou de 32% para 51%, alta de 59%, a maior variação proporcional entre as gerações analisadas pelo estudo, à frente dos grupos mais jovens.
Já na Geração Y, formada por adultos entre 29 e 44 anos, esse índice subiu de 38% para 58%, um avanço de 53%. Por fim, a Geração Z (pessoas entre 14 e 29 anos) segue como a mais ativa em termos absolutos, com 63% de praticantes regulares em 2026, contra os 46% registrados em 2023.
Um fato que chamou a atenção foi o protagonismo inesperado dos baby boomers, acima de 60 anos, que aparecem como os mais engajados na prática regular. Enquanto os mais jovens oscilam na frequência, esse grupo de “vovozinhos” mantém constância e disciplina, funcionando como referência de ritmo.
Por que a rotina de exercícios está mudando?
