Estudo constata que mulheres vivem mais tempo que homens, independentemente dos níveis de desenvolvimento do país que residem, porém com mais anos com saúde precária.
De acordo com a pesquisa, em 2023, mulheres apresentaram uma média de morbidade, um indicador que mede a proporção de pessoas de uma população específica que adoecem, de 12,1 anos, enquanto homens apresentaram 9,3 anos.
A ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio analisa que “Um dos momentos que merece atenção especial nessa trajetória é a transição para a menopausa. A queda dos níveis dos hormônios ovarianos, especialmente do estrogênio, não deve ser vista como uma doença, mas provoca mudanças importantes em diferentes sistemas do organismo. Nesse período, podem ocorrer alterações na composição corporal, com maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal, perda de massa muscular, mudanças no metabolismo da glicose e dos lipídios, além de impactos sobre a saúde óssea, cardiovascular, o sono e a saúde mental. Quando esses fatores se somam ao processo natural de envelhecimento e a outros riscos modificáveis, podem contribuir para que as mulheres vivam mais anos convivendo com doenças crônicas e limitações.”
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