Partidos do centrão têm consolidado a intenção de adotar uma estratégia de neutralidade no primeiro turno. As legendas de centro buscam se distanciar da polarização entre PT e PL, que devem ter coligações menores na comparação com 2022.
Apesar de haver um postulante do próprio centrão, as siglas do grupo também não abraçaram a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, do PSD. Em vez de se envolver diretamente na disputa nacional, a prioridade do centrão é fortalecer as bancadas da Câmara e do Senado.
Para isso, os partidos evitam estar vinculados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a Flávio Bolsonaro (PL). Os dois pré-candidatos à Presidência são os nomes com mais apoio nas pesquisas eleitorais e também com as maiores rejeições.
Na última semana, a cúpula da federação formada por PP e União Brasil decidiu não estar em nenhum palanque nacional. O Republicanos e o Podemos também caminham para uma posição de neutralidade, como mostrou a CNN.
O cenário é diferente de 2022. Naquela ocasião, Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de PP e Republicanos antes das convenções - algo que não deve se repetir neste ano. Na época, Lula teve o endosso de uma frente de centro esquerda. Agora, sua aliança perdeu o Avante e o Solidariedade.
O Prós, que esteve com o petista em 2022, foi incorporado pelo Solidariedade e é outra baixa.
O número menor de alianças, no entanto, tem mais peso para Flávio, que mirava o apoio do centrão para ampliar o seu tempo nas propagandas de TV e rádio.
