A proximidade dos encontros entre o presidente americano, Donald Trump, o presidente ucrainiano, Volodymyr Zelensky, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Washington acendeu o debate sobre os desdobramentos das políticas dos EUA no Oriente Médio e na Europa. Para o professor de Relações Internacionais da ESPM Gunther Rudzit, ao WW, os fatos que ocorrem sob direção de Trump indicam movimentos significativos em relação a ambos os conflitos.
Rudzit destacou que, no caso da Ucrânia, os acontecimentos recentes apontam para uma mudança de postura substancial por parte do lado americano em relação ao que vinha sendo manifestado até então sobre o conflito.
Já no que diz respeito a Netanyahu, o especialista avalia que a situação evolui no sentido de recuperar a capacidade de influência israelense sobre as decisões americanas.
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Israel como questão de política interna
Segundo Rudzit, um ponto central nessa equação é o peso de Israel dentro dos Estados Unidos.
“Israel nos Estados Unidos não é uma questão de política externa, é uma questão de política interna”, afirmou o especialista, ressaltando a capilaridade da influência israelense na administração norte-americana e sua relevância para o eleitorado de Trump.
