Um eventual acordo comercial entre o Mercosul e a China seria mais favorável ao Brasil do que qualquer tratado firmado com os Estados Unidos ou com a União Europeia. A avaliação é de Marcus Vinicius de Freitas, professor da China Foreign Affairs University, ao Hora H.
A análise foi feita no contexto da conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder chinês, Xi Jinping, que ocorreu em meio às tensões geradas pela guerra comercial global e às pressões tarifárias impostas pelos Estados Unidos.
Segundo Freitas, o telefonema entre os dois líderes enviou recados políticos importantes. O primeiro, dirigido ao presidente americano, Donald Trump, sinalizou que o mundo não depende exclusivamente dos Estados Unidos.
“O fato é de que hoje você tem duas potências que têm um papel muito importante na ordem global e quando uma pretende impor determinadas coisas, sempre resta a opção da outra”, afirmou o especialista.
Sinergia em vez de competição
Para Freitas, a principal vantagem de um acordo com a China reside na natureza da relação bilateral.
“Um acordo com a China é muito mais favorável e muito melhor para o Brasil do que qualquer acordo com a União Europeia ou com os Estados Unidos, porque é uma relação de sinergia mais do que qualquer coisa, mais do que uma relação de competição”, declarou.
