A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, declarou, nesta 2ª feira (27.jul.2026), que a economia da Argentina está em uma posição “mais saudável”. Segundo a executiva, a melhoria nos indicadores econômicos do país é “resultado de um trabalho árduo do governo e também da perseverança e do sacrifício do povo argentino”.
A afirmação foi feita a jornalistas ao lado do ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, durante visita oficial da chefe da organização internacional a Buenos Aires.
Ao avaliar o desempenho macroeconômico do país sul-americano, Georgieva relembrou a situação financeira enfrentada no início de seu mandato no Fundo: “Quando me tornei diretora-gerente do FMI, a 1ª reunião que tive sobre algum país foi sobre a Argentina. Naquele momento, a pergunta que nos fazíamos era se a Argentina podia se manter à altura de sustentar o serviço de sua dívida. Essa não é a pergunta que temos que fazer hoje”.
A diretora ressaltou que o país alcançou uma “posição fiscal mais forte”, tendo transformado o deficit primário em superavit. Além disso, destacou o processo de desaceleração da inflação anual, que caiu do patamar de 3 dígitos para cerca de 33%.
CENÁRIO E PROJEÇÕES ECONÔMICAS
As declarações ocorrem no âmbito do Acordo de Facilidades Estendidas, assinado pelo governo do presidente Javier Milei com a instituição internacional em 2025, no valor de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 118 bilhões).
