O governo do presidente americano Donald Trump solicitou, nesta segunda-feira (27), à Suprema Corte dos EUA que autorize a implementação em todo o país de decreto presidencial que torna mais rígidas as regras para o voto por correspondência a poucos meses das eleições de meio de mandato, em novembro, que vão decidir o controle do Congresso.
Em um documento apresentado à corte, o Departamento de Justiça solicitou que seus integrantes suspendam decisão judicial impedindo a aplicação da diretiva do presidente republicano em 23 Estados, a maioria deles governados por democratas, e em Washington, que haviam contestado o decreto por considerá-lo inconstitucional, enquanto o processo judicial segue seu curso.
A Suprema Corte determinou que esses Estados respondam ao pedido do Departamento de Justiça até 3 de agosto.
A juíza federal Indira Talwani rejeitou o argumento do governo de que os Estados não tinham legitimidade para contestar a diretiva de Trump. Em junho, Talwani avaliou que o presidente não tinha autoridade para ordenar mudanças na forma como os Estados administram as eleições federais, observando que, segundo a Constituição dos EUA, cabe aos Estados determinar os requisitos de elegibilidade dos eleitores.
O governo defendeu que a decisão de Talwani seja anulada, pois a ação judicial é prematura.
