O governo federal solicitou ao Senado uma mudança para estabelecer um novo limite para a emissão de títulos no exterior. A proposta encaminhada à Casa Legislativa pede a substituição do teto acumulado de US$ 100 bilhões por um limite de US$ 35 bilhões por ano.
Na mensagem, o governo informa que o montante de emissões contabilizou US$ 97,4 bilhões até abril de 2026, e que a proximidade com o limite atual interrompe o cronograma de operações ainda em 2026.
Em 2024, o Senado já havia elevado o limite de emissão de títulos da dívida pública de US$ 75 bilhões para US$ 100 bilhões, também a pedido do governo.
Na solicitação atual, o governo fundamenta o pedido na necessidade de financiamento com foco no custo e no risco de longo prazo. A estratégia do governo consiste na diversificação da base de investidores e na atuação nos mercados da Europa e da Ásia.
O governo cita a consolidação da curva de juros em dólares para servir de parâmetro ao próprio governo e a empresas que captam recursos no exterior.
O documento aponta que a dívida em moeda estrangeira representa 3,8% da dívida total, com plano de atingir 7%. Além disso, o estoque da dívida externa brasileira de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) com os índices de 7,6% do Chile e 4,8% do México, com o governo alegando que há margem para a ampliação das captações externas.
