Usar uma capinha é uma das formas mais comuns de proteger o celular contra quedas e riscos, mas ela também pode influenciar no funcionamento do aparelho. Segundo André Varga, diretor de produto da JOVI no Brasil, o impacto depende principalmente do material, da espessura da capinha e da forma como o smartphone é utilizado.
Em situações de uso intenso, uma capa inadequada pode dificultar a dissipação do calor e fazer com que o dispositivo opere acima da temperatura ideal. Isso não significa que toda capa faz mal ao celular: o problema aparece quando a proteção funciona como um isolante térmico justamente nos momentos em que o aparelho mais precisa liberar calor.
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O calor é o principal inimigo dos componentes
Os smartphones modernos não contam com sistemas de refrigeração ativa, como ventoinhas encontradas em computadores. Em vez disso, utilizam dissipação passiva: o calor gerado pelo processador e pela bateria é transferido para a carcaça e, depois, para o ambiente.
Segundo Varga, quando uma capa muito espessa impede essa troca de calor, parte da energia térmica permanece retida no aparelho.
"Se você coloca uma barreira isolante entre o celular e o ar, o calor fica preso. Uma capa fina e de uso moderado não causará danos, mas uma capa espessa sob uso intenso fará com que os componentes operem fora da temperatura ideal", explica.
