O número de setores industriais com empresários pessimistas subiu de 24 para 26 em julho, segundo o Icei Setorial (Índice de Confiança do Empresário Industrial), divulgado nesta 2ª feira (27.jul.2026) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Apenas 3 dos 29 segmentos pesquisados permaneceram acima da linha de 50 pontos, patamar que separa confiança de falta de confiança.
A pesquisa, realizada com 1.656 empresas entre 1º e 10 de julho, mostra que a indústria brasileira permanece sem confiança há 19 meses. Segundo a CNI, o ambiente de incerteza tem levado empresários a adiar investimentos, contratações e aumento da produção.
“O empresário cauteloso posterga decisões de ampliar a atividade, contratar ou investir. Quando a falta de confiança se prolonga, como ocorre atualmente em muitos segmentos, há redução efetiva da atividade e interrupção de planos de expansão”, afirmou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.
Apesar de o Icei ter avançado em 11 dos 29 setores industriais na comparação com junho, nenhum deles conseguiu ultrapassar a marca de 50 pontos e recuperar a confiança. Em contrapartida, o indicador recuou em 18 segmentos.
Os setores de produtos diversos e de impressão e reprodução cruzaram a linha divisória no período e passaram a integrar o grupo dos pessimistas.
Segundo Azevedo, mesmo os segmentos que ainda registram confiança apresentam um nível moderado de otimismo, o que os torna mais suscetíveis a mudanças no cenário econômico.
