O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja renovar seu discurso sobre o Bolsa Família na campanha à Presidência da República de 2026 e focar na chamada “porta de saída” dos beneficiários do programa.
Lula deve pregar a inclusão socioeconômica dos beneficiários, a partir de programas de crédito e qualificação profissional, segundo interlocutores do mandatário.
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Existe a avaliação na gestão federal de que o Lula 3 avançou no objetivo primordial do Bolsa Família, que seria combater a miséria e a fome. A ideia então é pregar a manutenção do programa para quem ainda precisa, mas focar em um “segundo passo”, a superação da pobreza.
A escolha representa uma mudança de rota em relação à campanha de 2022, quando Lula teve como uma de suas principais bandeiras, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a manutenção do benefício do Bolsa Família em R$ 600.
Petistas analisam nos bastidores que a defesa pura e simples do benefício assistencial não supre a demanda de parte do eleitorado, que pede do Estado condições adequadas para uma próxima etapa de ascensão social.
Já de olho nesta avaliação, Lula reformou o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social) em seu terceiro mandato e criou as secretarias de Inclusão Socioeconômica e de Cuidados e Família.
