O contrato futuro do café arábica para entrega em setembro fechou a sessão desta segunda-feira (27) com valorização de 3,43%, negociado a US$ 3,05 por libra-peso.
Segundo a Barchart, os preços avançaram diante das preocupações com as fortes chuvas registradas nas principais regiões produtoras do Brasil, que podem comprometer a qualidade da safra e reduzir a oferta global da commodity. De acordo com a Somar Meteorologia, Minas Gerais, maior estado produtor de café do país, acumulou 32,4 milímetros de chuva na semana encerrada em 26 de julho, volume equivalente a cerca de 2.700% da média histórica para o período.
Outro fator de sustentação dos preços é o ritmo mais lento da colheita brasileira. Dados da cooperativa Cooxupé mostram que os trabalhos alcançavam 47,3% da área até 17 de julho, abaixo dos 59% registrados no mesmo período do ano passado.
Levantamento da Safras & Mercado também aponta atraso na colheita nacional. Até 15 de julho, 64% da safra 2026/27 havia sido colhida, percentual inferior aos 77% observados no mesmo período de 2025 e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 70%.
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar para entrega em outubro encerrou a sessão cotado a 14,58 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,29%.
Segundo análise da Barchart, os preços do açúcar atingiram o menor patamar em uma semana, pressionados pela forte queda das cotações do petróleo.
