BRASIL - Dois novos casos de possível cura do HIV foram apresentados nesta semana durante a 25ª Conferência Internacional sobre AIDS, realizada no Rio de Janeiro. Com os novos registros, chega a 13 o número de pacientes que alcançaram remissão prolongada do vírus após tratamentos específicos realizados em diferentes países. Apesar dos resultados animadores, cientistas ainda evitam afirmar que os pacientes estão definitivamente curados e ressaltam que os casos continuam sendo considerados excepcionais.
Os dois pacientes foram submetidos a transplantes de medula óssea para tratar cânceres hematológicos e permanecem há anos sem apresentar sinais detectáveis do HIV no organismo, mesmo após a interrupção do tratamento antirretroviral. O procedimento, no entanto, não é indicado para a maioria das pessoas que vivem com o vírus e só foi realizado porque ambos precisavam tratar outras doenças graves.
Pacientes estão há anos sem tratamento contra o HIV
Um dos casos apresentados é o de um homem alemão, diagnosticado com HIV em 2002. Anos depois, ele desenvolveu leucemia mieloide aguda e precisou passar por um transplante de medula óssea em 2018. Desde então, o paciente deixou de utilizar medicamentos antirretrovirais e permanece há quase sete anos sem sinais detectáveis do vírus.
O segundo caso é de um paciente francês diagnosticado com HIV em 1999. Posteriormente, ele foi diagnosticado com um câncer do sangue e também precisou ser submetido ao transplante de medula óssea.
