Marco Amoretti e Marco De Candia sobre um dos carros flutuantes, perto do fim da travessia
Autonauti via BBC
Em 17 de agosto de 1999, a cerca de 1,2 mil km de Barbados, no oceano Atlântico, um petroleiro deparou com uma cena inusitada: dois carros flutuando, um Volkswagen Passat e um Ford Taunus, com dois jovens italianos sentados sobre eles.
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Os amigos Marco Amoretti, então com 23 anos, e Marco de Candia, de 21, haviam partido de La Palma, nas Ilhas Canárias (território espanhol perto de Marrocos), quase quatro meses antes.
"O capitão queria saber em que tipo de embarcação estávamos", lembra Amoretti.
"Não fazíamos ideia do que responder. Será que ele queria saber a placa dos carros?"
A tripulação do navio lhes deu água e frutas, e os dois seguiram viagem alegremente.
Mas o que eles faziam ali?
A travessia do Atlântico de carro era um antigo sonho do pai de Marco, Giorgio Amoretti.
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Giorgio Amoretti era aventureiro, fotojornalista e ficou conhecido por expedições inusitadas, como cruzar o deserto do Saara em um paraquedas rebocado por um carro, que ganharam destaque em revistas de vários países. Para Marco, quando criança, o pai, Giorgio, parecia um super-herói.
Mas Giorgio estava morrendo, e aquela era a oportunidade de Marco realizar o último sonho do pai.
'Cruzamos o Atlântico em carros flutuantes para honrar pedido do meu pai no leito de morte'
