O milho spot teve alta de 4,27% em Chicago na semana passada, enquanto no Brasil o contrato da B3 com a mesma referência mostrou elevação de 2,47%, fechando a R$ 70,58 por saca. No mercado físico, na região do extremo oeste baiano, as cotações encerraram com referência de R$ 56,61 por saca.
O relatório Grainsights, da Grão Direto, mostra os fatores que devem mexer com os preços do cereal no curto prazo. Acompanhe:
Pressão da oferta continua: o mercado doméstico de milho continuará sendo ditado pelo ápice da oferta nas próximas semanas. Com Mato Grosso finalizando a colheita dos últimos 10% da área e o Paraná acelerando o passo em dias de sol pleno, a expectativa é que os pátios logísticos serão inundados pelo cereal. “Essa pressão de venda a qualquer custo manterá os preços spot (físicos) fortemente deprimidos no curto prazo”, destaca o documento.
Safra dos Estados Unidos: na Bolsa de Chicago, a atenção continuará para a fase de polinização nas Grandes Planícies norte-americanas. Agosto é o mês em que a espiga define o seu tamanho. “Se as previsões climáticas falharem e o calor extremo retornar ao Corn Belt (Cinturão do Milho) de forma prolongada, os fundos de investimento farão compras massivas para cobrir posições vendidas, o que pode gerar um forte repique altista internacional”, ressalta.
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