Em maio de 2006, PLACAR lançou sua edição de número 1294. Na matéria de capa, a então redação destacou Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo Fenômeno, com o alerta: “Eles não podem jogar juntos.”
A reportagem, assinada por Arnaldo Ribeiro e Maurício Barros, buscava avisar para o risco de contar com o “quadrado mágico” na Copa do Mundo de 2006. Falta de equilíbrio e ocupação dos mesmos espaços ofensivos eram os argumentos, que mais tarde se mostrariam certeiros, com o fracasso do quarteto no Mundial da Alemanha.
Mais de 20 anos depois, uma nova união de craques pode não ser a receita do sucesso. O dilema de agora é do Real Madrid, que reúne “novos galáticos” com as chegadas de Bernardo Silva e Yan Diomandé, que se juntam a Jude Bellingham, Kylian Mbappé e Vinicius Júnior.
Os números de Vini e Mbappé
Vini e Kylian disputam o espaço de principal estrela da companhia. Desde 2024, com a chegada de Mbappé a Madri, essa passou a ser a competição interna. Até o momento, quem soma melhores números individuais é o francês, enquanto as médias de gols e assistências do brasileiro caíram.
Real Madrid tem Mbappé e Vini Jr. como armas no ataque - EFE/Mariscal
Em 103 partidas pelos merengues, Mbappé tem 86 gols marcados e 11 assistências, o que representa uma média de 0,94 participações diretas em gols por jogo. Vinicius, por sua vez, foi a campo 111 vezes, com 44 bolas na rede e 26 passes para gol. A média de participações diretas do camisa 7 fica em 0,63 por partida.
