O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil informou que deu um prazo até 31 de julho para que o Governo de São Paulo apresente uma resposta às reivindicações da categoria, se não entrará em greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite do próximo dia 4 de agosto.
A decisão foi tomada em assembleia realizada na última sexta-feira (24), em meio à crise provocada pelas falhas registradas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no início da operação da concessionária Trivia Trens.
Entre os pedidos estão a reestatização das linhas concedidas à iniciativa privada, a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM e o apoio do Executivo estadual à aprovação de um projeto de lei na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), que propõe que o Governo paulista absorva os trabalhadores da CPTM afetados por concessões e privatizações por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta.
Segundo o sindicato, os trabalhadores não atribuem as falhas aos funcionários contratados pela concessionária, mas à forma como foi conduzido o processo de transição da operação.
A categoria também critica a decisão do governo de convocar, por 90 dias, empregados da CPTM para reassumirem parte das operações após os problemas registrados nos primeiros dias da concessão.
