Os Estados Unidos abriram caminho para que usinas nucleares possam, no futuro, operar no mar. O governo anunciou um acordo que define como esses empreendimentos poderão ser avaliados em águas sob jurisdição federal.
A medida faz parte da estratégia da administração Donald Trump para expandir a geração de energia nuclear nas próximas décadas.
Plano ainda está no papel
Apesar do anúncio, nenhum projeto comercial foi aprovado até agora nos Estados Unidos. Ainda assim, o interesse por usinas nucleares flutuantes cresce em vários países. Hoje, apenas a Rússia mantém uma instalação desse tipo em operação: a Akademik Lomonosov, localizada no extremo leste do país.
O acordo foi firmado entre a Administração de Minerais Marinhos (MMA), vinculada ao Departamento do Interior, e a Comissão Reguladora Nuclear (NRC). A intenção é criar um marco regulatório para futuras instalações na Plataforma Continental Externa, uma área marítima de cerca de 3,2 bilhões de acres sob controle federal.
Matt Giacona, diretor interino da MMA, destacou que sistemas de reatores submersos semelhantes já são utilizados há décadas em aplicações navais, o que demonstra o potencial da tecnologia em ambientes marítimos.
Os sistemas de reatores submersos são utilizados com segurança há décadas em aplicações navais, demonstrando seu potencial como uma fonte confiável de energia em ambientes marinhos desafiadores.
