Resumo
Departamento de Justiça dos EUA acusa um morador de Atlanta de destruir provas após usar uma senha alternativa no GrapheneOS.
GrapheneOS permite apagar dados com senha específica, recurso usado por Tunick quando abordado por policiais no aeroporto.
O sistema operacional de código aberto foi desenvolvido por Daniel Micay em 2015, com foco em privacidade para smartphones Google Pixel.
Uma função de privacidade do GrapheneOS está dando o que falar nos Estados Unidos após um homem virar réu por usá-la contra a polícia. A polêmica se deu após Sam Tunick, um morador de Atlanta, apagar todos os dados de um dispositivo ao fornecer uma senha alternativa aos agentes.
Tunick foi abordado pelos policiais no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, em janeiro de 2025, quando voltava de uma viagem à República Dominicana.
Segundo o portal TechSpot, autoridades o investigavam por suspeita de “atividades terroristas” ligadas a protestos contra a construção da Cop City, um centro de treinamento policial na cidade que custou cerca de US$ 109 milhões (aproximadamente R$ 558 milhões).
GrapheneOS permite apagar dados senha
O homem teria sido levado a uma sala de inspeção e pressionado por agentes federais a desbloquear o aparelho, sob ameaça de apreensão. Na ocasião, Tunick teria ativado uma funcionalidade de segurança do GrapheneOS, um sistema operacional de código aberto com foco em privacidade, disponível para smartphones da linha Google Pixel.
