Um estudante turco do ensino médio apresentou uma ideia diferente para buscar sinais de vida inteligente fora da Terra. Em vez de procurar apenas o calor de grandes estruturas espaciais, ele sugere observar estrelas que apresentam uma rotação incomum.
A pesquisa de Sahin Torlakcik propõe a chamada “colheita J estelar”, um conceito que envolve retirar energia do movimento de uma estrela e procurar rastros deixados por uma possível civilização avançada.
Cientistas podem estar procurando o sinal errado
Encontrar tecnossinais, marcas deixadas por tecnologias criadas por seres inteligentes, é uma das tarefas mais complexas da astronomia. Afinal, uma civilização muito mais avançada que a humana poderia utilizar métodos de geração de energia que ainda nem conseguimos imaginar.
Um dos exemplos mais conhecidos é a esfera de Dyson, uma megaestrutura hipotética criada para aproveitar a energia de uma estrela. Há décadas, pesquisadores procuram o calor residual que esse tipo de construção produziria, mas nenhum caso confirmado foi encontrado.
No estudo, Torlakcik sugere outro caminho: procurar estrelas que tenham perdido parte de sua velocidade de rotação por causa de uma possível intervenção tecnológica.
A ideia, chamada de “colheita J estelar”, envolve retirar o momento angular de uma estrela, uma grandeza física ligada ao seu movimento de rotação.
