O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insistirá na proibição do “jogo do tigrinho” depois do recesso do Congresso, a partir da 1ª semana de agosto. A expectativa do governo é avançar com a medida antes das eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro.
O Planalto avalia que essa modalidade tem contribuído para o endividamento das famílias. A iniciativa se soma às restrições impostas à publicidade das casas de apostas e ao bloqueio do acesso de beneficiários do BPC e do Bolsa Família a sites de bets.
O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, identificou forte rejeição às empresas de apostas em parte do eleitorado, sobretudo entre evangélicos. A estratégia é apresentar Lula como o presidente que proibiu ou restringiu as bets durante a campanha eleitoral.
O governo quer marcar posição em um tema que mobiliza a opinião pública e transformar o combate ao “jogo do tigrinho” em uma das bandeiras da campanha. A estratégia está alinhada às manifestações de artistas nas redes sociais contra as empresas de apostas.
Embora o mercado das bets tenha ampliado a arrecadação federal, o governo considera prioritário avançar com as restrições. De janeiro a maio deste ano, o setor recolheu R$ 5,89 bilhões em impostos, alta de 85,9% em relação ao mesmo período de 2025. A equipe do presidente avalia que um eventual impacto na arrecadação poderá ser tratado depois das eleições.
