Ataque de drones em praia da Ucrânia assusta banhistas e causa fuga em massa
Odessa é um dos principais balneários da Ucrânia, mas tem fortes laços com a Rússia czarista e a União Soviética
BBC
Eu não ia ao mar há vários anos. Por isso, quando tive três dias de folga, decidi viajar para Odessa, um dos balneários mais populares da Ucrânia.
Queria desligar um pouco, mudar de ares. E consegui: nem os bombardeios constantes nem a enorme quantidade de pessoas ao meu redor impediram isso.
O que me surpreendeu foram os preços e a atitude dos turistas diante da ameaça constante de estar em uma região próxima da guerra com a Rússia.
A estrada que liga Kiev, capital da Ucrânia, à Odessa está agora em ótimas condições: a rodovia foi recuperada e o asfalto está em bom estado em quase todo o trajeto.
Em compensação, a gasolina está caríssima. Mesmo com um consumo moderado, a viagem de ida e volta a partir de Kiev custou cerca de US$ 130 (aproximadamente R$ 722).
Na praia, há avisos sobre a presença de minas explosivas
BBC
Odessa também está muito, muito cara.
Em três dias, duas pessoas gastam ali cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.552), sem grandes luxos, mantendo um padrão de gastos de "classe média".
A comida merece um capítulo à parte porque não apenas está cara, a conta média de um jantar simples para duas pessoas gira em torno de US$ 50 (R$ 278), como também os restaurantes vivem lotados, o que torna necessário fazer reservas com vários dias de antecedência.
O balneário de luxo na Ucrânia em que turistas em praias lotadas convivem com o perigo constante de bombas e mísseis
