Marcelo Gasparino da Silva renunciou aos cargos de membro e vice-presidente do conselho de administração da Vale cinco dias depois de o colegiado decidir aplicar a ele uma sanção de destituição por vazamento de informações confidenciais.
A renúncia foi comunicada à mineradora nesta segunda-feira (27) e terá efeitos a partir de 1º de agosto. A Vale não informou a justificativa apresentada por Gasparino em sua carta.
Com a saída voluntária, Gasparino evita que sua permanência no conselho seja submetida aos acionistas em uma nova AGE (Assembleia Geral Extraordinária). A Vale havia anunciado que convocaria uma AGE para deliberar sobre a destituição, mas ainda não esclareceu se a reunião será cancelada ou se terá a pauta reformulada.
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que o conselho avaliará nos próximos dias, com o apoio do Comitê de Indicação e Governança, as providências necessárias após a renúncia.
Entre as definições pendentes estão a escolha de um novo vice-presidente do conselho e a eventual recomposição da cadeira que será deixada por Gasparino. A Vale não detalhou como pretende conduzir esses processos.
Na última quarta-feira (22), o conselho da mineradora decidiu aplicar a sanção de destituição a Gasparino depois de uma investigação conduzida por um escritório externo independente concluir que ele havia vazado informações confidenciais relacionadas a uma reunião realizada em 19 de junho.
